Psicologia MSN.com

O que você está buscando? Mais de 400 textos grátis!

Conto: A Morte e o Destino

Era uma vez um rapaz que vivia em Isfahan como criado de um rico mercador. Uma bela manhã, despreocupado e com a bolsa cheia de moedas retiradas dos cofres do mercador para comprar carne, frutas e vinho, ele cavalgou até o mercado; aí chegando, deparou-se com a Morte, que lhe fez um sinal como que para dizer alguma coisa. 

Aterrorizado, o rapaz fez o cavalo dar meia-volta e fugiu a galope, pegando a estrada que levava a Samara. Ao anoitecer, sujo e exausto, chegou a uma estalagem dessa cidade e, com o dinheiro do mercador, alugou um quarto. Nele entrando, prostrou-se na cama, entre fatigado e aliviado, pois lhe parecia ter conseguido lograr a Morte. No meio da noite, porém, ouviu bateram à porta, e no umbral ele viu a Morte parada, de pé, sorrindo amavelmente.



- Porque você está aqui? - perguntou o moço pálido e trêmulo. Eu só a vi esta manhã na feira, em Isfaham.

E a Morte respondeu:

- Ora, eu vim buscá-lo, conforme está escrito. Pois quando o encontrei esta manhã na feira, em Isfahan, tentei lhe dizer que nós tínhamos um encontro esta noite em Samara. Mas você não me deixou falar e simplesmente fugiu em disparada. 


Referências:
Extraído do Livro - Astrologia do Destino, de Liz Greene
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

3 comentários:

  1. Este conto, que retirei do livro Astrologia do Destino, fala sobre o inevitável. Não apenas a morte, penso eu.

    Hoje em dia não falamos mais em destino. No conto a Morte diz: "Como estava escrito".

    Mas será que não existem fatores, cenas, eventos, doenças já pré-determinadas? Momentos em que não temos escolhas?

    Ou será que nossa liberdade é soberana?

    O que vocês acham? Comentem a vontade!

    ResponderExcluir
  2. Muito legal!
    É essencial darmos ouvido a algumas coisas.
    Creio que fazemos escolhas e dependendo da essência desta escolha, ou mesmo da nossa intenção, podemos chegar à glória ou à miséria.
    E sim, quando é para acontecer, acontecerá.
    Não somos nós, meros humanóides que fugiremos deste momento. É a vida... estamos predestinados à morte.

    Um forte abraço,
    Lucas Neves.

    ResponderExcluir
  3. Olá, Felipe!
    Acabo de visitar o blog e já o estou seguindo.
    Espero vc no meu blog, combinado?
    Paz e bem!
    Lu (http://tende-animo.blogspot.com/)

    ResponderExcluir

Página Inicial

Página Inicial
Psicologia MSN.com

Psicólogo