Carl-Gustav
Carus nasceu na cidade de Leipzig, na Alemanha, em 1789. Aos vinte e
um anos recebeu o diploma de medicina e especializou-se na área da
obstetrícia e ginecologia, mas também deixou importantes contribuições para a psicologia e para a psicanálise.
Foi
professor na Academia de Medicina de Dresden e também no Instituto
de Formação de parteiras de 1815 a 1827. Neste ano, prestou
serviços como médico particular do rei de Saxe.
Porém,
seus interesses eram variados. Além de obras publicadas em sua área
de atuação, publicou livros como Inscrições dos templos de
Delfos e, para a psicologia e
psicanálise, são de interesse os seguintes:
- Conferências de Psicologia (1831)
- Psyché, para uma genética da alma (1846)
Influenciado pelo movimento
romântico alemão, muito popular na época, Carus é um importante
representante da chamada Filosofia Natural, Naturphilosophie.
No livro Psyché, para uma
genética da alma, Carus elabora a teoria da alma consciente, que
é, porém, influenciada pelo inconsciente irracional e criador.
Inconsciente que está sempre mudando de forma dinâmica.
Vemos, com isso, que a ideia de
um inconsciente, para além da esfera consciente, já estava em
elaboração muito antes da psicanálise de Freud. O mérito de Freud
foi ter conseguido demonstrar, com vasto material clínico, o que
Carus já apontava de forma mais metafísica e abstrata.
Sobre Carus, escreve C. G.
Jung, no livro Os arquétipos e o inconsciente coletivo:
"Apesar de vários filósofos,
como Leibniz, Kant e Schelling terem indicado claramente o problema
da alma obscura, foi um médico que se sentiu impelido a destacar o
inconsciente como a base essencial da psique, a partir de sua
experiência científica e médica. Estamos falando de Carl-Gustav
Carus" (JUNG, p. 154)
Carus falaceu em 28 de janeiro de 1869.

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