Podemos contar a história do mundo, do nosso mundo, em poucas palavras e entender o sentido da psicanálise. A psicanálise só é possível em um mundo onde a ciência está presente.
Mas a psicanálise, atualmente, não se considera ciência. Neste texto, você aprenderá mais sobre a psicanálise, como esta disciplina está relacionada com a ciência e com a ética.
Mas a psicanálise, atualmente, não se considera ciência. Neste texto, você aprenderá mais sobre a psicanálise, como esta disciplina está relacionada com a ciência e com a ética.
O que havia antes da ciência, antes do surgimento da modernidade?
Havia um discurso que centralizava o saber. A partir de Aristóteles, pensa-se o mundo como sendo perfeito acima da lua (mundo supra-lunar) e imperfeito abaixo da lua.
Acima da lua era possível criar uma ciência, um conhecimento perfeito e exato: a astronomia.
Abaixo da lua, como o mundo nosso é imperfeito, não era possível criar uma ciência, uma física-matemática.
E o campo da ética era centralizado pelo discurso da Igreja. Tudo em seu lugar.
Este foi o pensamento até o Renascimento.
Com Galileu e Newton, a ideia de que não era possível criar uma ciência nesse mundo foi questionada. Conseguimos chegar a resultados exatos com a nova física (na época ainda uma filosofia natural).
Com o pensamentos destes autores, há uma revolução no pensamento humano e uma separação radical entre dois campos de saber:
A episteme ou ciência (o conhecimento exato)
e
A ética (ou moral)
Passamos a viver em um mundo infinito, em que a terra não é o centro. O homem está perdido nesse infinito – quem garante que a ética, a moral está realmente certa?
É desta forma que podemos ler a importante obra de Descartes, Discurso sobre o Método, em que ele duvida de tudo, até de que existe e tem um corpo.
A dúvida passa a ser fundamental ao homem moderno. Com a dúvida, a filosofia, desde o Renascimento, tem que ser pensada sempre sob a sombra do niilismo, sob a sombra do nada e também do infinito.
O homem perdido busca uma resposta, um sentido, uma orientação. Perdido em si mesmo, ainda acossado por um moralismo excessivo o mundo vê surgir a figura de Sigmund Freud.
Polêmico, ele questiona a moralidade reinante. E faz uma nova revolução: o centro da psique não é o eu, mas o inconsciente. O eu é apenas a ponta do Iceberg.
Voltando um pouco na história do mundo, devemos ressaltar a diferença entre ética e episteme. E aí saberemos que a psicanálise não é uma ciência, mas uma ética.
Os cientista descobrem que Coca-cola causa celulite. (É uma verdade científica, um conhecimento positivo).
Uma mulher tem então que responder: - Devo ou não tomar Coca-cola?
Responder à esta pergunta é uma questão ética. Não uma questão científica.
Entretanto, esta diferença clara entre ética e episteme é recente na própria história da psicanalise. Tanto Freud como Lacan tentaram fazer da psicanalise uma ciência.
Para Freud, a psicanálise era uma ciência natural, empírica.
Lacan também, por certo tempo, tentou mas depois percebeu que não era possível fazer uma ciência de um sujeito.
E nem por isso a psicanálise é menos.
Nascida das horas e horas no divã, a talking cure (a conversa que cura) ficou mundialmente conhecida e, apesar das atuais controvérsias com a psiquiatria e a neuro-ciência, continua prosperando e ajudando os sujeitos a lidarem com seus sintomas.
Desta forma, entendemos atualmente que a psicanálise situa-se no campo da ética e não no campo da ciência.
Nos próximos textos, você aprenderá a relação entre a psicologia comportamental e a ciência, bem como a relação da ciência com a psicologia humanista.
Desta forma, entendemos atualmente que a psicanálise situa-se no campo da ética e não no campo da ciência.
Nos próximos textos, você aprenderá a relação entre a psicologia comportamental e a ciência, bem como a relação da ciência com a psicologia humanista.

Nenhum comentário:
Postar um comentário