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Por que não podemos deixar de nos frustrar quando as coisas mudam?

O apego às nossas ideias e o sofrimento:

Não estamos acostumados com a impermanência das coisas. Pensamos o mundo, as coisas e os seres que aqui se encontram como eternos e imutáveis. A lei da natureza é a transformação, é o movimento. Nada está parado. As situações mudam, os serem envelhecem, morrem. Sofremos pois nos apegamos às situações passadas, à momentos de felicidade que passaram. Nunca pensamos no agora. Essa “falta de concentração” nos traz muito sofrimento. 




Apegamo-nos a algo que não existe mais ou que ainda não chegou a existir. O fato de não termos o controle sobre as situações nos deixa sem norte. Ficamos tristes ou raivosos quando as coisas não saem conforme o planejado. Não temos o controle sobre o que tem de ser e ocultamos de nós mesmos o fato de que colhemos o que plantamos. Devemos viver conforme as mudanças, tendo sempre em mente um plano A, um plano B e C e D. Assim, devemos levar em conta sempre que as coisas se transformam e que não devemos sofrer com isso. Temos de estar aptos à mudanças, temos de estar o menos apegados aos nossos planos, às nossas ideias e aos nossos desejos. Afinal, somos feitos de que? Somos feitos apenas de nossos planos e desejos? Devemos nos tornar amargos por não conseguir o que queremos? Já pensamos que, muitas vezes, as pessoas tomam um objetivo e lutam por ele até o fim, e quando o alcançam, não ficam felizes ou satisfeitas pois percebem que a felicidade não está nisso? Deixaram de ser felizes no agora para serem felizes no amanhã. Vale o sacrifício? Quem garante o amanhã?
Não pensamos no seguinte: quanto mais apto eu for em mudar meus planos ou de não ficar frustrado pelas circunstâncias que mudam, mais tranquila será a minha caminhada por esse mundo de mudanças. Viva a vida, sinta o agora em seu corpo, em sua mente. Deixe que as coisas tomem seu fluxo natural, que é a mutabilidade.
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6 comentários:

  1. Excelente texto!

    "Não estamos acostumados com a impermanência das coisas"...

    Será que um dia estaremos acostumados ao fato de sermos-tempo? De que não só nós e as coisas são mutáveis, mas de que a própria vida - a nossa vida - é impermanente?

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  2. Creio que não seria natural ao homem a impassibilidade diante das mudanças, viver o luto, e mesmo a frustração são etapas do crescimento, e deixar de sentir as emoções ditas como negativas pode vir a acumular isso dentro de você, você estaria apenas negando um sentimento natural do seu corpo. É normal se frustrar, é normal deixar e se afastar. A vida tambem tem coisas dificeis e nega-las colorindo tudo de perfeição seria no mínimo um fingimento.

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  3. Evidentemente não devemos fugir do sofrimento mas também não devemos nos apegar a ele, haja vista que tanto o sofrimento quanto a felicidade são passageiros. Como dizia Buda, tanto para o sofrimento quanto para a felicidade, não devemos deixar de sentir e também não devemos nos apegar a ele. Todo o processo de crescimento envolve sentimentos como o luto, como o sofrimento, como a frustração e como já disse no texto, a melhor forma de lidar é não se apegar tanto Às nossas ideias e aos nossos planos. Em momento algum disse que se faz necessária a fuga do sofrimento, mas sim deixá-lo passar, Carlos La Terza. A ideia central é a do desapego, quando nosso ego for menos inflado, seremos mais desapegados e, concomitantemente, mais hábeis a nos adaptar sem tanto sofrimento.

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  4. Sim, aprender a lidar com estas emoções e desapegar delas é um bom caminho pra viver melhor, disto não tenho dúvida. Mas "Será que um dia estaremos acostumados ao fato de sermos-tempo? De que não só nós e as coisas são mutáveis, mas de que a própria vida - a nossa vida - é impermanente?" Eis uma questão que seguirá em aberto. Aprender a encarar desta forma a vida é um desafio para o ser humano.

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  5. Sim, o desafio é este. Quando nos tornamos aptos o bastante, não pertencemos mais à essa dimensão de mundo. O grande desafio é abandonar o eu, pois quando o abandonamos, não existe mais o eu que sofre ou que se frustra. É uma longa caminhada, ou melhor, 500 vidas de paciência- assim como Buda.

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  6. As frustrações e as perdas fazem parte do existir.Talvez, o importante seja aprendermos a evitar ou amenizar o sofrimento diante delas. Se pensarmos que não somos perfeitos e não temos o controle das situações, podemos encontrar o caminho do alívio ao sofrimento.
    O importante é sabermos que fizemos o nosso melhor diante das situações que a vida nos colocou no caminho.

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