Fobia
é uma intensa, desproporcional, persistente e infundada reação de
medo. Em linguagem técnica, o termo fobia é usado para descrever um
conjunto determinado de fenômenos psicológicos e fisiológicos como
os citados a seguir:
- reação
de ativação do Sistema Nervoso Autônomo (ou seja, que possui
autonomia e é ide pendente da vontade). Reação esta que é intensa
e específica;
- respostas
motoras de fuga, que visam se afastar do estímulo ou do ambiente que
provoca a reação fóbica
- pensamentos
repetitivos que tem por característica uma forma negativa (e
provocam o sentimento de derrota ou apontam a incapacidade de lidar
com o momento). Pensamentos estes que mantém a resposta de ativação
das sensações de medo ou fobia
- expressões
verbais (externas ou internas) que trazem estados subjetivos sentidos
como terror, pânico, ansiedade, etc.
A
fobia é vista pela própria pessoa como um comportamento ou reação
exagerada e irracional, já que na maior parte das vezes o que
provoca a fobia não se dá a partir de um perigo real, de uma ameaça
que poderia realmente afetar a vida ou causar sérios danos.
Porém,
a pessoa que sente uma determinada fobia, mesmo considerando-a como
irracional ou sem sentido, reconhece que não consegue controlar suas
reações àquele estímulo.
Por exemplo, certa pessoa ter fobia de entrar em um elevador. Ainda que tenha que subir dez, quinze, vinte andares e saber que a sua fobia é infundada sentirá que não consegue controlar nem superar a dificuldade que tem de entrar em um elevador normalmente.
Na
maior parte das vezes, a pessoa que sente uma fobia específica
apresenta as seguintes reações:
- palpitações
- tremores
- sudorese
(suor em excesso)
- hiperventilação
(respiração acelerada)
- e
uma vontade incontrolável de se afastar imediatamente do local.
As
quantidade de pessoas que sofrem de fobia são ainda muito pouco
conhecidas, devido ao fato de terem sido realizados poucos estudos
laboratorias e empíricos a seu respeito.
Mas
pesquisadores como Tehune relatou que em um grupo de 3100 pacientes
psiquiátricos, 2,5% por cento destes (77 pacientes) apresentavam
sintomas de fobia. Este autor também relatou que as mulheres parecem
sofrer mais do que os homens, com um frequência de duas vezes mais.
Outros
pesquisadores como Coleman, também relatam uma taxa de incidencia da
fobia em pacientes com valores próximos, de cerca de 2,8% - em
pesquisa realizada durante 4 anos. Outros estudos já apontam que na
população em geral, 76,9 em um grupo de 1.000 pessoas sofrem de
algum tipo de fobia, sendo que em cada mil pessoas 2 poderiam ser
consideradas severamente incapacitadas.
Para
a psicologia comportamental, os comportamentos dos organismos (tanto
seres humanos como animas em geral) são controlados pelas
consequências que eles trazem. Deste modo, uma resposta que elimina
ou retira um fator negativo tem uma consequência positiva e, com
isso, possui uma maior probabilidade de manter-se ao longo do tempo.
Voltando
ao exemplo do elevador. Ao evitar ou fugir do elevador, subindo os
andares do prédio pela escada, a pessoa fóbica retira de seu
ambiente um fator (elevador) que é sentido como negativo. Desta
forma, consegue ter uma consequência positiva (ausência de
sentimentos e sensações desagradáveis) e deste modo, o seu
comportamento de fuga ou esquiva terá maior probabilidade de
manter-se em sua história de vida.
Com
isto, nas vezes em que a mesma situação se repetir, as respostas de
fugir tendem a se antecipar de forma a poder evitar a ocorrência de
um estímulo aversivo.

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